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Veja como ficou relógio do século 17 destruído por vândalos

Obra, do francês Balthazar Martinot, foi feita de casco de tartaruga e com bronze que não é fabricado há dezenas de anos. Para especialistas, restauração da peça será difícil.

Reprodução

Imagens feitas pela TV Globo mostram como ficou o relógio do século 17, feito pelo francês Balthazar Martinot, que foi destruído pelos bolsonaristas radicais que invadiram o Palácio do Planalto, no último dia 8. A obra foi trazida por Dom João VI para o Brasil, em 1808 (veja detalhes abaixo).

Nesta segunda-feira (16), a caixa do relógio estava de volta ao Planalto. No entanto, o maquinário ainda está em avaliação. A restauração não vai ser fácil, segundo especialistas. A obra é feita de casco de tartaruga e com um bronze que não é fabricado há dezenas de anos.

O momento em que o relógio foi vandalizado foi gravado por câmeras de segurança (veja vídeo abaixo). As imagens obtidas em primeira mão pela TV Globo mostram o invasor, vestido com uma blusa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), jogando o objeto no chão.

Em seguida, ele tentou desligar os disjuntores do andar, antes de achar um extintor de incêndio e tentar quebrar a câmera de segurança usando o objeto, sem sucesso. O homem ainda não foi identificado.

Obra rara

O relógio de pêndulo do século XVII foi um presente da Corte Francesa para Dom João VI. Balthazar Martinot era o relojoeiro do rei francês Luís XIV.

Existem apenas dois relógios deste autor. O outro está exposto no Palácio de Versailles, na França, mas possui a metade do tamanho da peça que foi destruída pelos invasores do Planalto. O valor do relógio não foi informado.

Veja outras obras danificadas no Palácio do Planalto:

  • “As mulatas”, de Di Cavalcanti: quadro foi encontrado com sete rasgos e peça tem valor está estimado em R$ 8 milhões.
  • “O Flautista”, de Bruno Jorge: avaliada em R$ 250 mil, a escultura em bronze foi encontrada completamente destruída, com pedaços espalhados pelo chão.
  • “Bandeira do Brasil”, de Jorge Eduardo: a pintura, que reproduz a bandeira nacional hasteada em frente ao palácio, foi encontrada boiando sobre a água que inundou todo o térreo do Planalto.
  • Escultura de parede em madeira de Frans Krajcberg: avaliada em R$ 300 mil, a peça teve galhos quebrados.
  • Mesa de trabalho de Juscelino Kubitscheck: a mesa foi usada como barricada pelos terroristas.
  • Mesa-vitrine de Sérgio Rodrigues: o móvel teve o vidro quebrado.

Redação com g1

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