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Qualidade das consultas médicas com crianças está abaixo do recomendado

 (Foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press
A qualidade das consultas médicas oferecidas a crianças de menos de 13 anos no Brasil está abaixo do recomendável. A conclusão é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua: Atenção Primária à Saúde, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na manhã de quarta-feira. A pesquisa apresenta um novo indicador, o PCATool, que avalia os atributos das consultas na atenção primária. A escala vai de 0 a 10. Um escore acima de 6,6 indica que os serviços atendem com qualidade. Para o Brasil, o escore geral obtido no ano passado foi 5,7 — bem abaixo do padrão mínimo de qualidade preconizado.
Nenhum estado atingiu escore igual ou superior a 6,6. As unidades da Federação com as maiores pontuações são: Mato Grosso (6,4), Distrito Federal (6,1), Santa Catarina (6,1), Rio Grande do Sul (6,0) e Paraná (6,0).
A PNAD Contínua 2022 incorporou ainda outro indicador inédito para a avaliação dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), o Net Promoter Score (NPS). Esse escore já é usado no serviço privado e avalia não apenas a consulta médica, mas qualquer tipo de contato com uma Unidade Básica de Saúde.

Notas
Em 2022, 31,5 milhões de crianças menores de 13 anos (82,9% do total dessa faixa etária) utilizaram algum serviço da Atenção Primária à Saúde nos 12 meses anteriores à entrevista, o que evidencia o alcance do SUS. Seus responsáveis atribuíram notas de 0 a 10 a esse atendimento. Os atendimentos investigados incluíram a realização de consultas, exames, vacinação, nebulização, entre outros serviços.
Um quinto dos entrevistados (19,4%) atribuiu nota de 0 a 6 ao atendimento, indicando que o serviço prestado não foi considerado satisfatório. No entanto, outros 33% deram notas 7 e 8; e 47,6%, notas 9 e 10. “De forma geral, os pais ou cuidadores avaliaram positivamente o atendimento, mas as notas indicam que o serviço precisa de melhorias”, afirmou a pesquisadora Adriana Beringuy, responsável pela pesquisa. Ela lembra a influência da Covid-19 nos serviços de saúde, que pode ter tido impacto negativo nos atendimentos.

Por: Correio Braziliense

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