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Pernambuco confirma quarto caso de superfungo

O novo paciente deu entrada no Hospital Miguel Arraes 
 (Foto: Arquivo DP)
Foto: Arquivo DP
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou nesta segunda-feira (29) mais um caso, atestado laboratorialmente, de Candida auris, chamado também de “superfungo”, que preocupa ambientes hospitalares no mundo todo. Com isso, sobe para quatro o número de infectados em duas semanas. Geralmente, o paciente que está “colonizado” pelo fungo é assintomático, não havendo manifestação clínica. Para identificar o Candida auris é preciso realizar um exame no Laboratório Central de Pernambuco (Lacen PE). MEm casos graves, porém, o patógeno pode matar.
O novo paciente positivado também está internado no Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista. É um homem de 63 anos, que deu entrada na UTI da unidade com problemas ortopédico. No momento, está isolado. Como o primeiro paciente diagnosticado passou por várias áreas do Hospital Miguel Arraes, toda a unidade de saúde foi fechada para novas internações e só está recebendo pacientes em casos de urgência, ainda assim encaminhando para outras unidades em caso de necessitar de internação.
No último dia 18 de maio, a Secretaria Estadual de Saúde notificou os dois primeiros casos confirmados para Candida auris, em pacientes internados nos hospitais Miguel Arraes e no Tricentenário, em Olinda.  Eles foram internados devido a outros motivos, não apresentando repercussões clínicas por causa do fungo. O terceiro caso foi confirmado na segunda-feira passada (22): um outro homem, internado em hospital particular do Recife, que evoluiu bem e já recebeu alta, no fim de semana.
COMITÊ
Na última quinta-feira (25) foi criado um comitê técnico para identificar, prevenir e controlar as infecções por Candida auris nos serviços de saúde do estado. O grupo é formado por membros das secretarias-executivas de Vigilância em Saúde e Atenção Primária (SEVSAP), de Atenção à Saúde (SEAS), de Regulação em Saúde, além do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Pernambuco (Cievs-PE), da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-PE) e especialistas da área da infectologia.
SURTO
No Brasil, o primeiro caso foi identificado em 2020, em um paciente que estava internado em uma unidade de saúde em Salvador, na Bahia, tendo existido desde então relato de novos casos. Em Pernambuco, os dois primeiros casos do superfungo foram oficializados em janeiro de 2022, em uma mulher de 70 anos, e um homem, de 67. Ambos estavam internados no Hospital da Restauração. A mulher veio a óbito. Sete meses depois, a SES-PE informou um surto de 48 pacientes foram infectados pelo fungo. Sendo 47 detectados no Hospital da Restauração e um no Hospital Miguel Arraes.
PREVENÇÃO 
As formas de prevenção se dão pela higiene das mãos; uso adequado de materiais de proteção e limpeza do local onde estão os pacientes infectados.
Ao contrário da maioria dos fungos, o Candida auris apresenta tolerância a temperaturas elevadas de 37°C a 42°C. Além disso, ele têm a capacidade de sobreviver a condições ambientais adversas por longos períodos, adaptando-se até mesmo fora do hospedeiro humano. O fungo pode causar doenças em pessoas que possuem a imunidade mais comprometida e estão internadas por algum tempo.

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