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Pela 1ª vez, uma mulher assume o comando da Cavalaria da Polícia Militar de Pernambuco

Há mais de duas décadas na Cavalaria, a tenente-coronel Denize Manso de Oliveira promete maior aproximação da unidade com a sociedade civil.

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FOTO: DIVULGAÇÃO

Ainda quando era criança, a tenente-coronel Denize Manso de Oliveira se inspirou no pai e disse que queria ser militar. Parecia só um sonho de menina, mas o tempo passou e ela alcançou o objetivo. Está há mais de 20 anos na Polícia Militar de Pernambuco (PMPE). Nesta semana, como resultado de tanto empenho, Denize assume oficialmente a maior de suas missões até agora: será a primeira mulher do Estado a comandar a Cavalaria.

A carreira de Denize se confunde com a dos avanços da PMPE em relação aos espaços abertos às mulheres. Em 2001, três anos após ingressar na corporação, ela concluir o curso de formação de oficiais. Ficou em terceiro lugar e optou por fazer parte da Cavalaria – uma unidade que, até então, só contava com homens.

“Fui a primeira mulher a possuir curso de equitação policial militar. Quando me formei, só havia uma vaga na Cavalaria, mas os dois primeiros lugares no curso escolheram outras unidades. Entrei numa época em que o ambiente era muito machista. Para se ter uma ideia, não havia estrutura feminina nenhuma na sede”, relembra Denize.

Desde então, a tenente-coronel trabalha na mesma unidade especializada, chamada atualmente de Regimento de Polícia Montada Dias Cardoso. “Geralmente, os policiais têm várias movimentações na carreira, mas permaneci aqui”, diz.

A tenente-coronel explica que a Cavalaria trabalha em duas frentes: uma preventiva e outra mais repressiva em relação à violência.

“Existe um trabalho que é totalmente voltado para a prevenção nos bairros, centros, praças, eventos de pequeno porte. Nesses locais, conseguimos inibir pequenos delitos. Além disso, a gente se aproxima mais do cidadão, conversa, tira fotos”, diz.

“Mas também há o trabalho que chamo de mais repressivo, que é o de controle de distúrbios civis. É quando a Cavalaria não está para dialogar, mas para inibir. Acontece, por exemplo, em dias de jogos, quando fazendo o controle das torcidas que queiram se confrontar”, pontua.

Atualmente, o efetivo da Cavalaria em Pernambuco conta com 212 militares. Há apenas 32 mulheres, incluindo Denize. À frente do novo desafio, a nova comandante faz planos de ampliar a ligação com a sociedade civil, além de ajudar os jovens em situação de vulnerabilidade que vivem perto da unidade. 

“Minha principal meta é interagir cada vez mais com a sociedade civil. E também usar a estrutura para aumentar o policiamento em benefício da comunidade. Também quero abrir espaço na unidade para fortalecer o vínculos e despertar os jovens para o mercado de trabalho”, conta.

“Antes tínhamos uma escolinha e ajudamos a tirar muitos jovens da vulnerabilidade. Hoje, eles são zootecnistas, outros trabalham montando em haras… Quero trazer de volta essas atividades que incentivem o interesse das pessoas em aprender”, conclui.

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