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O mistério em torno do destino de Bolsonaro ao sair de Brasília

Presidente Jair Bolsonaro caminha pelo Palácio da Alvorada ao terminar seu primeiro pronunciamento público após a derrota para Lula, no dia 1º de novembro

Faltando dois dias para Jair Bolsonaro encerrar seu último expediente como presidente da República e deixar a capital federal, um mistério intriga até mesmo os funcionários mais graduados do Palácio do Planalto: para onde ele vai quando embarcar no jato da Força Aérea Brasileira (FAB) que está reservado para ele e que deve decolar na próxima quinta-feira (29).

Segundo assessores do palácio relataram à equipe da coluna, um avião está de prontidão na Base Aérea de Brasília, com dois prováveis destinos, ambos nos Estados Unidos, na Flórida: o aeroporto de Fort Lauderdale e o de Miami.

Assessores próximos têm dito que Bolsonaro vai passar uns dias no resort do ex-presidente americano Donald Trump, o Mar-a-Lago, em Palm Beach, no estado da Flórida. Outra ala, porém, afirma que ele deve mesmo ir para a Flórida, mas não ficará no mesmo resort de Trump.

Até agora o que está oficialmente confirmado é que ele vai mesmo para os Estados Unidos, mas até a lista de aeroportos onde ele pode pousar já sofreu algumas mudanças. Ontem, circulava no Planalto a informação de que dois outros aeroportos no país entraram no rol de possibilidades para o pouso.

O mistério começará a ser desfeito a partir desta manhã, quando uma equipe de assessores pessoais de Bolsonaro embarca para preparar sua chegada. No momento em que eles decolarem, todos os outros auxiliares da presidência saberão o destino do chefe do Executivo.

A indefinição tem deixado tensos não apenas os funcionários da presidência como também os diplomatas dos locais para onde Bolsonaro pode ir.

Isso porque, embora o governo federal não deva pagar a hospedagem e outros custos de sua viagem fora do mandato, é o Itamaraty – no caso, o consulado da cidade de destino – quem providencia transporte e segurança para o já ex-presidente. Tudo isso precisaria ser cotado e contratado no prazo de 24 horas, a partir do momento em que for finalmente revelado para onde ele vai.

“Se essa viagem realmente acontecer, vai ser uma correria dos diabos. Está todo mundo em compasso de espera no Palácio”, diz um dos auxiliares do presidente que está envolvido ao mesmo tempo nos preparativos da posse e no encerramento das atividades de Bolsonaro.

Por Malu Gaspar/O Globo

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