Logo BCM.
Banner – Anuncie Aqui- 970×250 | CENSURA ZERO  

Milton Nascimento se emociona ao dedicar último show da carreira a Gal Costa

 (Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

Começou em altíssima rotação o derradeiro show de Milton Nascimento no Mineirão. “A última sessão de música”, que encerrou na noite deste domingo (13/11) a trajetória do cantor e compositor mineiro teve início bem antes de ele subir ao palco.

Ao longo de duas horas e meia, Milton promoveu uma noite emocionante e consagradora que repassou 80 anos de vida e 60 de música. Seu repertório contemplou todas as fases da carreira e celebrou também o companheiro e a coletividade que sempre levou para sua obra. Uma noite de plateia lotado e palco cheio, com vários convidados.

O público de 55 mil pessoas que dominou o estádio cantou com Gal Costa vários de seus sucessos: “Dê um rolê”, “Pérola negra” e “Paula e Bebeto” evocaram nas caixas de som em uma homenagem à cantora morte na última quarta-feira (9/11) aos 77 anos.

Uma fotografia dela abraçada a Milton foi exposta nos dois telões desde a tarde deste domingo.

Na entrada do estádio, o público recebeu um cartaz com os dizeres “Obrigado, Bituca”. O show, vale dizer, é o trigésimo sétimo de uma temporada iniciada em junho, no Rio de Janeiro. Desde então, além do Brasil, ele se apresentou na Europa (10 apresentações) e nos EUA (9 datas).

“Me considero o mais mineiro dos cariocas”, afirmou Milton em vídeo que abriu o show, às 19h. Na apresentação, Bituca – “que é como gosto de ser chamado” – repassa sua trajetória.

Falou de amigos, dos parceiros e do Clube da Esquina. “Me tornei cidadão do mundo sem deixar de ser brasileiro”, disse ele, quando foi ovacionado pela plateia.

Já no palco, com sua sanfona (seu primeiro instrumento), Milton dirigiu-se pela primeira vez para a plateia. “Este show é dedicado à minha querida Gal Costa”, afirmou, após interpretar “Ponta de Areia”, que abriu a apresentação.

“Agora eu sou eu”, diz Milton, depois de retirarem o manto criado por Ronaldo Fraga e inspirado em Artur Bispo do Rosário. De boina e óculos escuros, ele falou do “amor da minha vida”. Referia-se a Elis Regina, que gravou (e eternizou) “Canção do sal” e “Morro velho”, as músicas do início de carreira.

Zé Ibarra, que fez o show de abertura, dividiu com Milton outra canção do grupo primeira fase de sua carreira, “Outubro”.

Surpresas foram prometidas. A primeira apareceu na parte inicial da apresentação. Milton cantou “Amor de índio”, de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, canção que não integra o repertório oficial da turnê.

 

Por: Estado de Minas

Leave a Comment