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Lula recebe 12 líderes da América do Sul; grupo busca resgatar união perdida

Presidente da Venezuela não vinha ao país desde 2015.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o presidente Lula, em foto de 2013
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o presidente Lula, em foto de 2013 Ricardo Stuckert/Arquivo/Instituto Lula

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desembarcou em Brasília na noite deste domingo para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira. Maduro não vinha ao país desde 2015, quando participou da posse da ex-presidente Dilma Rousseff.

O presidente da Venezuela chegou à capital acompanhado da primeira-dama, Cilia Flores, e foi recebido no aeroporto pela secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, embaixadora Gisela Padovan.

A presença de Maduro no Brasil não era permitida desde agosto de 2019, quando uma portaria editada pelo então presidente Jair Bolsonaro proibia o ingresso no país do líder venezuelano e de outras autoridades do vizinho latino-americano.

Na terça-feira, Maduro participa da reunião com líderes dos 12 países da América do Sul realizada em Brasília e proposta pelo presidente Lula. Na ocasião, o mandatário brasileiro deverá propor a criação de um mecanismo de integração, que poderia ser um organismo ou um fórum de debates.

A ideia é que os líderes da região discutam em conjunto medidas de integração, infraestrutura e cooperação em áreas como saúde, educação, proteção do meio ambiente, segurança alimentar e combate ao crime organizado nas fronteiras, sem colocar em pauta ideologias ou regimes políticos.

Até o último dia do governo Bolsonaro, a diplomacia brasileira reconhecia o dirigente opositor Juan Guaidó como “presidente interino” da Venezuela.

No início de março, por iniciativa de Lula, uma pequena delegação liderada pelo assessor especial da Presidência Celso Amorim foi a Caracas para o primeiro encontro de alto nível do governo com Maduro.

Na época, Amorim foi até Caracas ter uma primeira conversa com o governo venezuelano sobre a situação política no país, a importância das eleições presidenciais de 2024, além de temas da relação bilateral, entre eles a dívida que o país tem com o Brasil, de cerca de US$ 1 bilhão (dos quais 80% são com o BNDES).

Agência o Globo

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