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Governo tem maioria entre senadores da CPMI, mas vai precisar de Arthur Lira para ter base de deputados

O presidente do Senado, Arthur Lira (PP-AL) 27/03/2023

Na disputa pelo controle da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas, formada por deputados e senadores, o governo prevê um cenário confortável entre os indicados pelo Senado. O prognóstico entre os integrantes da Câmara, contudo, ainda é incerto.

A avaliação é que 11 senadores próximos ao Palácio do Planalto sejam escolhidos como integrantes titulares da comissão. Já em relação aos deputados, a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não tem noção sobre o tamanho de deputados governistas.

As indicações terão que ser negociadas com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), cujo partido faz parte do maior bloco da Câmara.

A CPMI deve ser instalada na próxima quarta-feira. O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), deve ler o requerimento de abertura da comissão e, depois disso, os líderes partidários irão indicar os membros. São 16 senadores e 16 deputados no colegiado, com alguns deles, de partidos menores, em sistema de rodízio.

Ter a maioria da comissão é importante para eleger o relator e o presidente e definir os rumos dela. Em 2021, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro não conseguiu controlar a CPI da Covid e viu senadores de oposição nos postos chave.

Os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que eram da cúpula da CPI da Covid, devem também participar da CPI mista. Outros integrantes da CPI passada, como Otto Alencar (PSD-BA) e Humberto Costa (PT-PE) também devem estar entre os membros.

No Senado, os dois blocos que apoiaram a reeleição de Pacheco neste ano já escantearam a oposição na presidência das comissões. Juntos, o bloco com PT, PSD e PSB e o outro, com MDB, União Brasil, PDT, Podemos e PSDB, terão direito a 11 integrantes. Já os partidos mais identificados com o bolsonarismo poderão indicar cinco.

– Temos um bloco do Senado, o MDB faz parte, o União Brasil faz parte, que tem seis senadores (com direito a participar da CPMI). Tenho conversado com o senador Renan Calheiros. Desses seis eu acho sinceramente que vamos ter todos os seis, declarou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo no Congresso. – Do bloco PSD, PT e PSB. Ali o PSD lá é Otto, Omar Aziz, está dominado. Vamos ter cinco, completou.

Já na Câmara, o bloco liderado por Lira terá direito a cinco cadeiras na CPMI. O grupo de aliados do presidente da Câmara mistura partidos do Centrão, com alguns integrantes distantes do governo, com legendas governistas. Outro bloco, do qual fazem parte MDB, Republicanos, PSD e Podemos, indicará mais quatro deputados.

O deputado do PT reconheceu que na Câmara o cenário é menos favorável.

– Na Câmara é outra história. Vai ter uma divisão interna, pelo peso de cada partido – declarou.

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