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Em um ano, Covid deixa lista de doenças que mais afastam do trabalho

Doença, que liderou o ranking do INSS em 2021, passou para a 29ª posição entre as causas de afastamento em 2022

Covid-19 deixou lista das principais causas de afastamento do trabalho

Após liderar o ranking de afastamento do trabalho em 2021, a Covid-19 deixou de figurar na lista de doenças que mais registraram benefícios por incapacidade, o antigo auxílio-doença, do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 2022.

Segundo levantamento do Ministério da Previdência, feito a pedido do R7, nos seis primeiros meses de 2022 foram 6.537 afastamentos por Covid-19 ante 64.561 registrados no mesmo período do ano anterior, uma queda de 90%. Com isso, a infecção por coronavírus está em 29º lugar.

A principal causa registrada até julho de 2022 foi mioma (leiomioma), um tumor benigno de útero, seguida de fratura de punho e de transtorno de disco lombar (problema nas costas).

O levantamento representa somente aqueles afastamentos por mais de 15 dias e que, consequentemente, geraram um benefício de segurados do INSS.

Para a advogada trabalhista Lariane Del Vecchio, da ABL Advogados, o avanço da vacinação contra a Covid-19 no país que mudou o quadro da doença neste período. “Eu acredito que isso tenha ocorrido pelo avanço da vacinação. Entre 2021 e 2022 todos foram vacinados. Com isso, foi reduzindo a transmissão da doença e os afastamentos dos trabalhadores”, afirma a advogada.

Segundo o Ministério da Saúde, desde janeiro de 2021 até agora, 163 milhões de pessoas tomaram a segunda dose ou dose única da vacina, o que representa 79% da população. Quanto à primeira dose de reforço, 102,5 milhões foram aplicadas. A segunda dose de reforço, ou dose adicional, soma 45,2 milhões de aplicações.

No entanto, o fato de a principal causa em 2022 ter sido o tumor benigno de úterode surpreendeu a advogada. “Eu acreditava que os problemas com ergonomia diante do home office fossem aumentar, assim como os de saude mental. Agora, com relação ao tumor benigno, para mim é uma surpresa”, acrescenta Del Vecchio.

Ela destaque que tem notado no dia a dia do escritório uma alta no afastamento por doenças ergonômicas (provocadas por postura inadequada em função de cadeira e equipamentos) e relacionadas à saúde mental do trabalhador, como burnout, crises de ansiedade e depressão.

“O home office foi um dos grandes causadores do aumento de doenças ergonômicas, já que não tem a fiscalização de equipamento que está sendo utilizado em casa. Acho que teve essa tendência de diminuição da Covid por conta da vacinação e aumento de problema ergonômico, que também veio por causa da pandemia”, avalia a advogada.

Del Vecchio alerta para o problema da subnotificação. “Uma coisa é o empregado estar adoentado, e outra coisa é isso ser notificado.  Até porque o afastamento no INSS é depois do 15º dia da licença concedida pela empresa. A comunicação de uma doença do trabalhador pode ter problema de subnotificação”, conclui.

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