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Em rede nacional, ministra da Saúde alerta para necessidade de “intensificar vacinação” contra Covid

Declaração em rede nacional de TV e rádio foi feita após a OMS declarar que a doença não é mais uma emergência sanitária

Nísia Trindade, ministra da Saúde
Foto: José Cruz/ Agência Brasil

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, defendeu neste domingo (7), em pronunciamento em rede nacional de TV e rádio, a necessidade de “intensificar a vacinação” contra a Covid-19.

— Um alerta: é hora de intensificar a vacinação. As hospitalizações e óbitos pela Covid-19 ocorrem principalmente em indivíduos que não tomaram as doses de vacina recomendadas — afirmou a ministra, que fez um apelo à população para que se una novamente “em defesa da vida”.

— O Ministério da Saúde ao lado de estados e municípios realiza desde fevereiro um movimento nacional pela vacinação de reforço para Covid-19. Esta é a forma mais eficaz e segura de proteger a nossa população. Precisamos estar unidos pela saúde em defesa da vida — acrescentou ela.

Nísia celebrou ainda a decisão da OMS de declarar que a Covid-19 não é mais uma “Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII)” – o status mais alto de alerta da instituição. Mas ponderou que os brasileiros ainda terão de “conviver” com a doença, apesar da “redução progressiva no número de hospitalizações e óbitos” no país.

— Depois de termos passado por um período tão doloroso, nosso país recebe essa notícia com esperança. Ainda vamos conviver com a Covid-19, que continua evoluindo e sofrendo mutações — afirmou a ministra. Segundo ela, os sistemas de “vigilância, diagnóstico, redes de assistência e vacinação” ainda precisam ser fortalecidos.

Ao longo da sua fala, a ministra lamentou a morte de tantas vidas causadas pelo coronavírus que, segundo ela, “poderiam ter sido salvas” e fez uma crítica incisiva ao negacionismo do governo Bolsonaro.

— Outro teria sido o resultado se o governo anterior, durante toda a pandemia, respeitasse as recomendações da ciência. Se fossem seguidas e cumpridas as obrigações de governante de proteger a população do país — afirmou ela, que completou:

— Cerca de 2,7% da população mundial vivem em nosso país, mas tivemos 11% do total de mortes.

Para se contrapor à gestão passada, a ministra ainda fez um “agradecimento especial” aos Institutos Butantã e Fiocruz, que produziram as primeiras vacinas contra Covid-19 aplicadas no país; e à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que agilizou os procedimentos de verificação dos imunizantes.

A ministra também destacou os “governadores e prefeitos” – sem citar nomes – “que não se deixaram levar pelo negacionismo” e fez um elogio ao Sistema Único de Saúde (SUS) – “o maior sistema único de saúde do mundo”.

— Apesar do negacionismo, dos ataques à ciência e da política de descaso muitas vidas foram salvas devido ao SUS e ao esforço sem limite dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde — afirmou ela, criticando novamente o governo anterior.

Durante o pronunciamento de seis minutos, a ministra utilizava um broche do “Zé Gotinha” – o mascote das campanhas de vacinação no país.

Ao longo da pandemia, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez criticas ao Instituto Butantã e à Anvisa e colocou em dúvida a eficácia da vacinação como medida para conter a pandemia – ele mesmo nunca se imunizou contra a doença.

OMS
Nesta sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que está encerrada a emergência declarada para a Covid-19 há mais de três anos.

— Ontem, o Comitê de Emergência se reuniu pela 15ª vez e me recomendou que eu declarasse o fim da emergência de saúde pública de interesse internacional. Eu aceitei esse conselho. É, portanto, com grande esperança que declaro o fim do Covid-19 como uma emergência de saúde global — disse odiretor-geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, na ocasião.

O anúncio veio após a doença ter provocado cerca de 7 milhões de mortes oficialmente no planeta, número que a organização estima ser mais alto, de ao menos 20 milhões, devido à subnotificação. Porém, a queda recente nos óbitos é evidente: enquanto, em 2021, pior ano da crise, foram 3,51 milhões de vítimas fatais registradas, no ano passado o número caiu para 1,24 milhões, e segue em ritmo de diminuição.

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