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Chacina: preso diz que vítimas o provocaram e “entraram na mente”

Reprodução

Edgar se entregou à polícia na quarta (22); em depoimento extraoficial, o acusado contou que foi ridicularizado após perder jogo de sinuca

O delegado Bráulio Junqueira, da Divisão de Homicídios de Sinop (MT), falou, na manhã desta sexta-feira (24), sobre a chacina de sete pessoas no município mato-grossense. Segundo ele, Edgar Ricardo de Oliveira, 30 anos, disse que matou as vítimas porque elas teriam “entrado na mente dele” quando debocharam dele por derrota no jogo de sinuca.

Em entrevista ao Programa Encontro, da TV Globo, o delegado informou que, durante o interrogatório, Edgar permaneceu em silêncio, sem fornecer aos investigadores detalhes sobre o crime. Extraoficialmente, no trajeto até a delegacia, o criminoso explicou que praticou a atrocidade por conta das provocações que sofreu após ter perdido R$ 4 mil em apostas.

Veja o momento em que o crime ocorreu. As imagens são fortes:

“Ele permaneceu em silêncio, conforme orientado pelo advogado. Queríamos entender o que motivou o crime, mas ele permaneceu em silêncio. Extraoficialmente, na condução até a delegacia, ele conversou com a gente numa boa. A única alegação dele foi que o pessoal ‘havia entrado na mente dele’, perturbaram ele, tiraram sarro”, relatou Junqueira.

Sobre o crime, o delegado disse acreditar que tudo foi planejado, uma vez que os criminosos foram em casa pegar armas de fogo após terem perdido a quantia em dinheiro e voltaram com a intenção de disputar novamente e, se perdessem, tomariam alguma atitude.

“Tiveram dois momentos: na parte da manhã, eles disputaram duas rodadas e ele perdeu R$ 4 mil. Nesse período, o pessoal tirou sarro e chamou ele para jogar mais. No período da tarde, ele jogou mais duas vezes e perdeu as duas vezes. E aí aconteceu essa loucura aí”, explicou Junqueira.

“O retorno deles lá provavelmente foi motivado por gozação. Houve uma provocação, e eles já voltaram preparados com a mentalidade de que, se desse algo errado, eles iam fazer alguma coisa. Tanto é que eles vieram com armas no carro. O Edgar [suspeito que se entregou] não soube dizer por que eles voltaram lá. Ele disse: ‘Eu ia para a minha chácara, mas acabei voltando lá’. Depois que eles perderam, não houve uma discussão, já estavam dispostos a fazer algo”, argumentou o delegado.

O caso

O município presenciou, na tarde de terça-feira (21/2), no Bruno Snooker Bar, no bairro Lisboa, o caso que chocou o país. As imagens das câmeras de segurança registram o momento em que dois homens entram no estabelecimento, disparam diversas vezes contra um grupo de pessoas, pegam objetos em cima de mesas de sinuca e abandonam o local em uma caminhonete.

Em desdobramento da investigação, a Polícia Civil descobriu que um dos suspeitos do crime, Edgar Ricardo de Oliveira, 30, ostentava nas redes sociais diversos vídeos em que praticava tiro em clubes. O outro responsável é Ezequias Souza Ribeiro, 27.

Em confronto com a polícia, Ezequias foi baleado por agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e não resistiu. Já Edgar se entregou à polícia na quarta-feira (22).

As vítimas são: Maciel Bruno de Andrade Costa, 35; Josué Ramos Tenório, 48; Adriano Balbinote, idade não confirmada; Orisberto Pereira Souza, 36; Getúlio Rodrigues Frazão, idade não confirmada; e a filha dele, Larissa de Almeida Frazão, 12. Eliseu Santos da Silva, 47, foi socorrido, mas morreu no centro cirúrgico do Hospital Regional.

Metrópoles

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