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Até o momento, Lula tem seis mulheres no primeiro escalão do novo governo

No novo combo de ministros anunciado, ontem, pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, seis nomes femininos foram escalados, entre eles, o de três mulheres negras. O petista foi alvo de críticas por ter divulgado apenas homens na primeira leva de escolhidos para a Esplanada.

O Ministério da Igualdade Racial pela jornalista Anielle Franco, irmã da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, assassinada em 2018.

Diretora-executiva do instituto que leva o nome da parlamentar, a futura ministra prometeu que a pasta não será “isolada” e trabalhará, de fato, pela igualdade e dignidade das pessoas, que sofreram com os “retrocessos” nos últimos anos.

“Depois de refletir com minha família, companheiras de caminhada e movimentos, aceitei o desafio em nome da memória da minha irmã e dos mais de 115 milhões de pessoas negras no Brasil”, ressaltou Anielle. “Vamos trabalhar com todos os ministérios para recuperar o retrocesso que foi feito nos últimos anos e para avançar de uma forma urgente”, garantiu.

A deputada federal eleita Célia Xakriabá (PSol-MG) vibrou com a escolha de Anielle. “Vamos mulherizar a política e ocupar Brasília com muita força e ancestralidade”, escreveu nas redes sociais.

Um dos ministérios que deverá manter articulação com o da Igualdade Racial será o da Mulher, que, a partir do próximo governo, será comandado por Cida Gonçalves. A militante pelos direitos femininos no Mato Grosso, seu estado de origem, é especialista no tema sobre violência contra a mulher e gênero. Foi secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher no primeiro governo de Lula, em 2003, e fundou a Central dos Movimentos Populares no Brasil.

No Ministério da Cultura, a responsável será a cantora baiana Margareth Menezes. A indicação teve forte influência da primeira-dama eleita Rosângela Lula da Silva, a Janja. Diversos artistas, principalmente baianos, parabenizaram a escolha de Margareth para ministra. Lucélia Santos ressaltou o fato de a cantora ser a primeira mulher negra a comandar a pasta.

Por meio da rede social, a futura ministra usou o verbo “refundar” para se referir ao trabalho que realizará na pasta, que passou por diversas polêmicas e ficou isolada durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). “A riqueza da nossa cultura alimenta a nossa alma e fortalece a nossa identidade como nação. A cultura reflete a força, a grandeza e a beleza do povo brasileiro. Vamos precisar de todo mundo”, frisou.

Já o Ministério da Ciência e Tecnologia agora terá Luciana Santos à frente. A presidente nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco foi membro do grupo técnico sobre o tema na transição. “Depois de quatro anos de negacionismo, a ciência vai voltar a ser prioridade nesse país”, assegurou.

O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, que se forma a partir do desmembramento do Ministério da Economia, ficará a cargo da economista e professora universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Esther Dweck. Doutora em economia da indústria e da tecnologia, ela tem experiência em crescimento e desenvolvimento. Foi secretária de Orçamento Federal no Ministério do Planejamento no governo de Dilma Rousseff.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, escolhida para o Ministério da Saúde, completa a lista feminina.

Por: Tainá Andrade – Correio Braziliense

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