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Aluguel de ônibus para caravana de bolsonaristas do litoral de SP a Brasília custou R$ 17 mil

Empresário nega ter financiado caravana do litoral de SP para manifestação pró-Bolsonaro em Brasília — Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Uma excursão com manifestantes pró-Bolsonaro saiu de Santos, no litoral de São Paulo, rumo a Brasília, no último domingo. O aluguel do ônibus custou R$ 17 mil.

Um dos participantes bolsonaristas revelou o alto valor da excursão, por meio de um vídeo que repercutiu na internet, em que ele cita o nome da empresa do coletivo e também pede apoio de empresários.

O comerciante Walter Parreira, morador de Santos, aparece nas imagens divulgadas nas redes sociais. Ele fala sobre a viagem e o objetivo das manifestações, além de pedir a ajuda de empresários para contribuírem com outras caravanas.

“‘Empresário que não pode ir, mas tem condição de financiar um ônibus, em Santos, nós temos a Poney Turismo. O ônibus que nós estamos pegando ficou R$ 17 mil e estamos em 50 pessoas”, narrou ele.

Marcos Rocha é o dono da Poney Turismo, empresa de fretamento de ônibus que foi citada no vídeo. Ele afirmou nesta terça-feira (10), que não compactua com os atos e que não financiou a viagem. Segundo ele, a excursão foi paga pelo contratante.

“Estamos há 30 anos no mercado. Fechamos viagem para todos os lugares do país, somos uma empresa de fretamento de ônibus para turismo. Não trabalhamos para governo e não financiamos ninguém”, afirmou Rocha.

O empresário informou que o contratante da viagem, Walter Parreira, contratou a Poney Turismo para levar os manifestantes até Brasília, e todo o custo da viagem, contratada por R$ 17 mil, foi pago pelo cliente. Segundo ele, 15 pessoas estavam na viagem, diferentemente do que o cliente falou no vídeo.

“A viagem foi paga pelo contratante, inclusive, tiveram outras pessoas que procuram a empresa, mas acabaram fechando a viagem em outro lugar, pois encontram um preço mais em conta. Eu não reduzi o valor, pois tenho meus custos”, explicou.

O dono da empresa acrescentou que a publicação do vídeo, feita pelo contratante, foi infeliz. Ele também contou que ligou para o cliente, pedindo a retratação. “A Poney é uma empresa pequena, uma empresa familiar, que não tem condições de financiar e dar nada a ninguém”.

Segundo Rocha, o ônibus foi parado pela Polícia Rodoviária Federal durante o retorno à Baixada Santista. Porém, não houve problemas porque toda a documentação do veículo está em ordem, de acordo com ele.

“Eles [os policiais] devem estar parando o ônibus para pegar os dados dos passageiros. Nós estamos absolutamente tranquilos sobre esse caso, da nossa parte. O pessoal do nosso ônibus, ninguém foi apreendido”.

G1

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